Você faz toda a diferenca!

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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Máquinas e Pessoas


Christian se dirigiu à farmacêutica, uma jovem super simpática e pediu um spray para nariz. Ela conversou com as criancas assim:
- Olhem aquele televisor e veja como o remédio que seu pai quer vai chegar até aqui. E ai, todos nós vimos como um pequeno robot de bracos longos pegava com suas maos de ferro o remédio que ela digitou e colocava-o numa janelinha onde o remédio chegou num escorregador. As criancas ficaram fascinadas e até mesmo o Christian. A jovem sorria feliz dizendo que era muito divertido pegar remédios no almoxarifado.
Eu, que a tudo assistia...estraguei a festa dizendo: - É uma pena, pois um robot nao tem uma família para sustentar e ali bem que poderia trabalhar uma pessoa para trazer um salário para casa.
A jovem me olhou meio desconcertada. Na idade dela a gente nao pensa nessas coisas. Ao sair da farmácia Christian me falou: - Precisava falar aquilo? Ela estava tao feliz com a demonstracao.
Pois é, essa situacao tivemos também no mercado onde compramos carne. Há somente uma pessoa- caixa, todas as outras você mesmo chega com a mercadoria e faz toda a transacao. Christian que adora essas coisas foi logo para um caixa desses e eu fiquei na outra fila e ele me chamando...veio uma mulher perguntando se estava tudo bem e ele disse: - Minha esposa insiste em ficar no outro caixa. A mulher sem entender se dirigiu a mim e me disse: - A senhora nao gostaria de experimentar o nosso novo sistema? Ele é muito bom e facilita muito.
Disse a ela que isso seria um perigo para o lugar dela. E que eu estava me negando a mandá-la embora para casa mais rápido. Gente, a mulher ficou me olhando sem conseguir falar. Quando ela conseguiu falar ela me disse: - Pena que nem todos pensam como a senhora.
Fui semana passada na IKEA e lá tínhamos mais de 30 caixas com pessoas trabalhando e ontem tinhámos 4 caixas e todas as outras eletrônicas. Eu novamnete me neguei a ir para uma caixa dessas. Gente, cada vez mais em nome do progresso, em nome da perfeicao, em nome da rapidez, estamos colocando robots nos lugares de pessoas e nao me venham dizer que é assim mesmo, porque nao precisa ser. Queremos tanta rapidez para quê? Tanta eficiência para quê?

E se você faz parte daqueles que preferem um caixa desses, saiba que você está contribuindo para que um pai de família perca o seu salário. Você é responsável porque aquelas criancas nao têm comida à mesa, pensem bem antes de sair abracando qualquer novo progresso. Calcule se ele nao está tirando o emprego de alguém, pois esse alguém poderia ser você.
Também admito que existem certos empregados que seria melhor ter um robot no lugar dele de tao mal profissional que ele é. Mas eu nao estou me referindo a este tipo de situacao.


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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Como viver em outro país?

Parte 11 - A compra da casa própria
Pintura da casa parte da frente em vermelho e o nosso terraco em amarelo

Como algumas firmas eram longe, Christian passou a trabalhar de casa. Nessa época morávamos num apartamento pequeno, 2 quartos, uma sala, cozinha, banheiro e 2 duas varandas. Coloquei o berco do Daniel no nosso quarto, mas eu nao gostava disso.
Quando Christian tinha que trabalhar à noite, pois ele era a pessoa que corrigia os erros dos programas e quando um programa apresentava qualquer erro, isto significava para a firma perda de dinheiro, pois, ou o sistema emitia saída de muitas mercadorias fora de época para ser vendidas ou nao emitia nenhuma saída e as lojas nao recebiam mercadorias.
Perdi a conta das noites em claro, dos mingaus de baunilha e chás e chocolates quentes no meio da noite.
Foi quando decidimos que precisávamos de um espaco maior, pois ouvíamos os teclados do PC e o Daniel acordava no meio da noite e ai a coisa ficava difícil.
Foi assim que compramos a nossa casa que tinha na época 70 anos e hoje 80, rs.
Passamos 1 ano reformando-a e Christian trabalhou nela braco a braco depois que chegava da firma até meia-noite para que tudo pudesse andar mais rápido. Eu, com o Daniel que nesta época tinha poucos meses cuidava da obra durante o dia, discutia com os pedreiros, corria atrás de material, fotografava tudo que eu achava que iria ficar bonito na nossa casa e revelava no meio da semana para estar com as fotos em tempo no final de semana. Assim Christian poderia ver o que eu gostei sem precisar perder tempo vendo tudo no final de semana. Naquela época nao existia câmara digital.
Carregamos muita pedra nessa casa, muito entulho para jogar fora , mas o resultado é que temos uma casa com a nossa cara. Nada cai do céu. Se você nao lutar por você mesma, as coisas nao vao acontecer. Se você nao apoiar o seu marido nos momentos mais difíceis ele estará sozinho na caminhada e você perdeu uma grande oportunidade na sua vida.

No próximo post vou contar como o Daniel vê a mae falando alemao diante dos colegas dele...e ai encerro a série.


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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Como viver em outro país?

Parte 10 - Grávida, Christian fica desempregado...

Christian nesta época trabalhava para uma firma em Frankfurt. Ele viajava no domingo à noite e ficava lá até quarta-feira, dirigia 2 horas e meia para estar em casa uma noite e viajava de volta na quinta- feira bem cedo e retornava na sexta. Foi uma fase muito estressante essas viagens.

Faltavam poucas semanas para o Daniel nascer quando a firma em Frankfurt resolveu fechar às portas. Despediu todo mundo. Ele chegou em casa naquela semana, esgotado, prá baixo, sem forcas, desanimado. Tínhamos investido muito, estado sozinhos tantos meses e agora a firma se ia. Muitas foram às noites em que eu tive que levantar porque Christian tinha dores de estômago, nao conseguia dormir preocupado com a nossa situacao. Eu me levantava, fazia um mingau de baunilha, um chá, muitas noites em claro...e muitas oracoes.

Nos sentamos para o café naquela manha e logo uma idéia me veio à mente e dividi com ele minha questao.

-Chris, por que é que você nao fica autônomo?

Ele levou um baita de um susto! Ele morria de medo. Discutimos vários pontos e eu disse a ele:
- Olha, firma alguma oferece seguranca. Veja, tantos anos investidos nessa firma e ela fechou e mandou todo mundo embora. Nao vejo diferenca. Eeeeu, se fosse você, iria enviar um email para essas firmas que você prestou servico e que eles gostaram muito de você e iria tentar. Nao te custa nada no momento. Você está mesmo desempregado, você só teria a ganhar.
Ele passou aquele final de semana remoendo a idéia na cabeca dele, mas eu nao disse mais nada, afinal ele é quem sabia melhor do que eu como as coisas funcionam aqui na Alemanha.
Na segunda-feira ele saiu para o ministério de financas e foi tomar informacoes como ele poderia montar uma firma de prestacoes de servicos. Pegou toda a papelada, deu entrada na hora e uma hora depois ele tinha aberto a firma. Chegou em casa, enviou emails prá todo mundo que ele tinha trabalhado e se ofereceu. Depois de tudo feito me contou a novidade. E eu disse: -
Entao estamos na chuva e sem guarda-chuva, vamos nos molhar, entao, rs.
Ele me respondeu:
- Molhados nós já estamos, agora nós vamos é pegar o sol, rs.

No comeco da outra semana mais ou menos uma firma que ficava a uns 120 Km daqui fez contato. Ele viajou para lá, (essa é a mesma firma que fui ter com ele para encomendar o Daniel, lembram rs.) Ele voltou naquele mesmo dia com um contrato assinado, suas horas seriam pagas como ele queria e também a viagem de carro que ele teria que fazer para lá. Muito bom.

Algumas semanas mais tarde uma outra firma também fez contato. Uma pertinho da nossa casa, no bairro aqui do lado. Eles o queriam para um dia na semana. Como autônomo ele podia fazer isso. Trabalhava na outra firma 3 dias na semana e um dia nessa e um dia ele tinha para estar com a família, por enquanto.... E o melhor gente, dinheiro em caixa.

Como Christian muitas das vezes precisava trabalhar de casa durante à noite, Daniel perdeu o quarto dele mesmo antes de nascer, eu continuo depois...


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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Assédio Moral, o que é?

Li estes dias lá no blog Oficina de Gerência sobre este assunto. Confesso que eu nao sabia que se chamava assim este tipo de atitude que alguns chefes têm em relacao aos seus empregados. Mas nao é só em relacao aos chefes, e sim também o que os colegas de trabalho estao falando a seu respeito. As piadinhas, os deboches, as risadinhas atrás das suas costas.
Com a crise batendo às portas parece que esse número aumentou e muito. Por quê? Porque o chefe leva o empregado a uma tal discriminacao, perseguicao de trabalho que o empregado prefere pedir às contas do que passar por isso todos os dias. Fora disso, o colega de trabalho faz isso para nao ser ele a ser mandado embora, isto é; tortura e persegue o colega para que o colega peca às contas. Desde o fim de 2008, mais de mil trabalhadores deram entrada na Justica paulista alegando "Assédio Moral". É considerado assédio moral um conjunto de condutas abusivas, frequentes e intencionais que atingem a dignidade da pessoa e que resultam em humilhação e sofrimento. "O assédio moral, também chamado de "terror psicológico".



Mas a falta de lei dificulta definir o que é um "Assédio Moral". A falta de uma lei federal específica para regular o assédio moral no país, como existe na França, dificulta o entendimento sobre a questão e pode dar margem a situações que colocam em dúvida se o assédio moral de fato ocorreu. No setor público, alguns Estados, como São Paulo e Rio de Janeiro, têm leis que tratam o assunto, protegem os funcionários públicos e preveem punição aos agressores. Para o setor privado, porém, não há regras. Você se quiser poderá ler mais AQUI.


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