Talvez
por isso a história de Raabe ficou marcada como um símbolo de redenção. A mulher que
carregava o estigma de prostituta entrou na genealogia de Jesus, porque foi
capaz de colocar o outro antes de si mesma. E não é isso que Jesus nos ensina? Raabe
não buscava apenas sobrevivência; buscava redenção para uma
casa inteira.
Que
contraste existe entre Raabe e tantos de nós, que tantas vezes corremos a Deus
com orações centradas apenas em nós mesmos: “Senhor, me abençoa, me guarda, me
livra, me dá...”. Raabe, a mulher considerada sem valor pela sua cidade, nos
deixa uma lição preciosa: o verdadeiro amor é aquele que se sacrifica e coloca
o outro em primeiro lugar. Quantas vezes colocamos nossos desejos pessoais
acima até mesmo dos que amamos? Quantas vezes pedimos primeiro por nós,
esquecendo que há um pai, uma mãe, irmãos, amigos e até gerações que precisam
ser incluídas nas nossas orações. Mas infelizmente estamos centrados em nós mesmos.