Para o povo de Deus, viver no Egito significava acordar todos os dias para servir a um senhor que não os amava, que não se importava com suas lágrimas, e que enxergava suas vidas apenas como força de trabalho. Eram jornadas exaustivas, mãos calejadas, costas curvadas pelo peso das cargas, e corações que, a cada ano, iam se esquecendo de como era sonhar com a liberdade.
A maioria já havia perdido a esperança. A promessa feita a Abraão, Isaque e Jacó soava como um eco distante uma história quase esquecida, da qual já não se sabia se era lembrança ou lenda. O tempo parecia ter se arrastado para sempre. Foram 430 anos naquela terra. Quatro séculos de escravidão, dor e silêncio. Mas, mesmo no aparente esquecimento, o Senhor não havia perdido de vista um só dos Seus. O tempo dos homens se esgotava, mas o tempo de Deus estava prestes a chegar.