Lídia sabia que os seguidores de Jesus eram chamados de “os do Caminho”, homens e mulheres que viviam uma fé diferente, marcada pelo amor, pela comunhão e pela esperança na ressurreição. Ela também sabia que, na cidade de Filipos, como não havia sinagoga, os judeus costumavam se reunir à beira do rio para orar. Foi com esse coração piedoso e temente a Deus que ela caminhou até aquele lugar. Ela não foi por curiosidade, mas por sede. Uma sede antiga, que não se apagava com religião, tradições ou rituais, mas que clamava por algo mais profundo.
Tudo o que ela sabia até então era fragmentado: falava-se de um homem crucificado em Jerusalém, que dizia ser o Filho de Deus. Essa notícia percorria o Império Romano como um sussurro inquietante repetida por mercadores, viajantes e peregrinos. Uns riam, outros se admiravam, mas todos comentavam.