O tempo passou na vida de Ana e, com ele, chegou Penina a mulher limão trazendo
consigo o desafio de dividir o marido. Mas, embora dividisse o lar, ela nunca
dividiu o amor de Elcana.
Elcana era um homem piedoso, fiel e profundamente amoroso. Ele amava Ana mesmo
quando seu ventre permanecia vazio. Seu amor não dependia de frutos
visíveis, seu olhar
ia além da fertilidade do corpo; ele via o valor da alma. O brilho
da fé e a doçura da mulher que tinha ao seu lado.
Em um gesto raro e terno, ele chegou a perguntar: "Será que eu não sou para você melhor do que dez filhos?"
Talvez porque Penina já tivesse dado a ele tantos filhos, mas nenhum deles era capaz de ocupar o espaço que Ana tinha no coração de Elcana. Ana era única, insubstituível.