Ana,
a mãe do profeta Samuel, é doçura transformada em oração.
Uma mulher que carregava dores profundas, mas sabia guardá-las com silêncio
e dignidade. Aos olhos humanos, ela era estéril, humilhada e
esquecida;
aos olhos de Deus, era preciosa e profundamente amada.
Seu maior desejo era simples e puro: ser mãe.
Assim como eu, que esperei quinze anos pelo meu filho,
ela conhecia bem a longa estrada da espera aquela que testa a fé e tempera a
alma. Ana é como a erva-doce: suave, perfumada, com um sabor que
acalma e adoça até os dias amargos.
Sua oração subia como um aroma delicado, enchendo o céu de fé, esperança e
rendição.