Sabemos que do desejo de um filho até tê-lo nos braços há um tempo de espera. Nove meses de gestação e, muitas vezes, muitos anos de esperança até que o milagre aconteça. Quando Elcana compara o seu amor a Ana com o valor de dez filhos, podemos imaginar que aquela espera já se arrastava por mais de quinze anos.
Primeiro vieram os anos de casamento: os sonhos, as orações, as tentativas, os silêncios e a expectativa renovada a cada novo ciclo da vida. E porque Elcana a amava profundamente, não procurou outra esposa de imediato. Talvez tenham se passado quatro ou cinco anos até que Penina entrasse na história e a partir daí, os anos de Ana se tornaram ainda mais longos, marcados por comparações e lágrimas.
Foram anos de espera, mas também anos de amadurecimento, em que Deus, silenciosamente, preparava o coração de Ana para o milagre.