Penina,
a segunda mulher de Elcana, era diferente tinha o coração azedo
como o limão. O limão, apesar de suas propriedades incríveis,
também guarda um perigo:
quando o suco toca a pele e ela se expõe ao sol, surgem manchas que podem ficar
para sempre. Assim também é com as palavras e atitudes ácidas, elas deixam
marcas na alma de quem as recebe.
Penina provocava, ferindo com suas palavras afiadas;
Ana chorava, mas não revidava. Enquanto o limão queimava, a erva-doce perfumava.
Enquanto a inveja gritava, a fé silenciava e esperava.
E Deus, que vê além das aparências, ouviu o perfume da
oração de Ana
e transformou sua doçura em milagre.