Você faz toda a diferenca!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O colar e a confianca


Viviane chegou em casa com este colar todo enrolado. (Eu esqueci de fazer a foto de como ele estava antes.)
Eu perguntei a ela porque o cordao estava assim todo enrolado e por que ela o tinha trago para casa, já que o cordao as criancas o usam quando vao ao banheiro, assim a professora sabe se tem algum aluno fora da classe.
Ai ela me explicou:

- Mamae, a minha amiga Aída e Cassandra estavam com ele brincando de fazer pulseiras e ai elas nao conseguiram depois desenrolar o cordao. Cassandra comecou a chorar porque a mae dela iria brigar com ela e Aída me disse que a mae dela ia fazer a mesma coisa com ela.
Entao eu disse prá elas: - Pode deixar que eu explico prá minha mae e ela vai ajeitar o colar e amanha sem que a nossa professora saiba, a gente pendura o cordao de volta no lugar.

Juro que fiquei emocionada com essa palavra dela às amigas. Gostei da atitude dela em querer solucionar o problema que as amigas tinham e saber que ela podia contar com a mae para qualquer coisa. Quanto a decisao delas de nao contarem a professora, eu nao disse nada. Afinal, uma professora nao precisa ficar sabendo de tudo o que acontece, nao é mesmo?

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domingo, 25 de setembro de 2011

Como falar à crianca sobre morte e enterro?


Olá meus amigos. Quero agradecer toda a forma de carinho que vocês nos expressaram. Muito obrigada. Chegamos hoje do Sul da Alemanha e vou visitá-los no decorrer da semana.
Partindo da minha experiência com meus filhos quero dividir com vocês desde a notícia de morte da avó das criancas até a hora do enterro.
Como o quadro da minha sogra era bem grave, decidimos que somente o Christian voaria para lá, pois de última hora nós nao iríamos conseguir 4 lugares no vôo. Quando a notícia chegou eu estava sozinha em casa com as criancas. Entao decidi contar primeiro para o Daniel e mais tarde para a Viviane, pois eu nao queria ter os 2 ao mesmo tempo chorando e eu sozinha tendo que consolar os dois. Levei a Vivi para a casa da amiguinha e conversei com o Daniel de que a vovó dele estava muito ruim e que por causa disso o papai teve que voar para lá. Ai eu disse que desta vez ela nao tinha conseguido mais lutar contra a doenca. Ele ficou em silencio por uns minutos, que para mim foram eternos e depois ele disse:
- Melhor assim mamae, ela estava sofrendo muito. Ela lutou muito contra a doenca.


Eu o abracei e eu comecei a chorar pela atitude dele. Mas ele nao chorou.
Mais tarde quando a Viviane chegou, eu falei que queria conversar com ela algo muito sério e ai ela ouviu a nótícia e me perguntou:
- Mae, o que significa "morreu"?
- Significa filha que a gente só vai ver a vovó através das fotos que fizemos dela, que pessoalmente nós nao a veremos mais e nem poderemos mais conversar com ela quando formos para a casa do vovô.
E ai ela chorou alto e estridente como eu nunca tinha visto e ouvido e eu me agüentei o quanto eu pude. A coloquei no colo, a abracei, nao disse mais nada, deixei-a chorar. Quando eu achei que era suficiente, entao disse a ela:
- Agora basta filha. A gente chora sim, porque ficamos tristes, mas também precisamos parar de chorar. Que tal irmos à cidade agora?
E entao o assunto foi meio desconversado embora todo o percurso ela só falava nisso.
À noite os 2 dormiram comigo na cama e ela acordou 3 vezes assustada, gritando no meio da noite.

Partindo disso, fiquei imaginando como seria na hora do enterro? Entao comecei a pensar em como amenizar aquele momento tanto para meus filhos quanto para a priminha que vivia lá do ladinho da minha sogra. Para a priminha da Viviane com certeza estava sendo muito mais difícil.
Entao comprei esse camafeu de coracao. Trabalhei as fotos para diminuí-las e elas ficaram emocionadas quando abriram os coracoezinhos e viram a foto da vovó lá dentro e a delas também. Durante a cerimônia, elas os trouxeram pendurados e seguravam o coracaozinho nas maos.

Elas também providenciaram um desenho em forma de cartinha. E minha cunhada providenciou um balao onde amarramos a cartinha e que foi solto, subindo ao céu. Esse efeito fez muito bem a todos nós.
O Daniel foi ao microfone e contou o que a avó significa para ele e a Viviane contou que com a avó ela aprendeu a pentear os cabelos antes de dormir. Que isso ela nunca iria esquecer.


Durante a cerimonia e na hora do enterro quando elas choraram, eu levei na bolsa uma caixinha com coracoezinhos de chocolates, e os dei a elas. Pois, pensei que mesmo na dor, se pode ter uma lembranca adocicada...

Aqui na Alemanha é costume que após o enterro eles vao para um restaurante para tomar um café juntos e conversarmos com os parentes. Entao eu preparei um álbum com fotos da minha sogra desde quando eu cheguei aqui na Alemanha e várias fases dela com a família. E isso foi um consolo muito bom para os parentes. Assim conversamos, tivemos assuntos, ficamos tao descontraídos que até sorrimos com algumas lembrancas.
Minha foto com ela na Basiléia (Suica) 1993, quando vim à Alemanha pela primeira vez.

A história do balao vermelho, clique AQUI.

Ao preparar este post, dei uma pesquisada na internet e achei um link muito bom falando sobre o assunto. Caso você queira dar uma olhadinha clique AQUI e AQUI.

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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Nota

Estas foram às últimas fotos que fizemos dela conosco
 Obrigada Hannelore, por tudo o que você me ensinou.
Obrigada por educar o meu esposo tao bem e tê-lo ensinado
valores importantes para que ele fosse o homem que ele é
Muito obrigada.

Nesta mesma data de hoje há 10 anos eu perdi a minha avó.

Nesta mesma data de hoje meus filhos perderam a avó.

A mae do meu esposo faleceu há poucas horas e a Saia Justa vai ficar 2 semanas em silencio.


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Minha sandalia sumiu


Levei a Viviane para brincar na casa da melhor amiguinha.
Na hora em que fui buscá-la, ela nao achou suas sandálias. Todos nós procuramos em todos os lugares possíveis.

- Mae, você esqueceu de me deixar as sandálias aqui?
_ Como esqueci, Viviane? Você veio de sandália.

Ninguém achou, ninguém viu.
O jeito foi a melhor amiguinha emprestar-lhe uma sandália, senao a Viviane teria que vir para casa descalco.
Na manha seguinte enquanto tomávamos o café. Alguém tocou a campanhia, fomos atender e diante da porta estava a melhor amiguinha da Viviane com a irma e um par de sandálias nas maos. A irmazinha de 5 anos havia escondido as sandálias, porque ela simplesmente adora esta sandália da Viviane e a queria para ela.
Pode gente! Cinco anos e já aprontando desse jeito?
Ela tinha ajudado a procurar a sandália e ia deixar a Viviane vir de pés no chao para casa se nao fosse a irma emprestar uma sandália prá Vivi.
Nem sei o que pensar, viu, juro que eu tive vontade de rir, mas me agüentei.
A mae fez ela repetir o que a mae conversou com ela em casa.
Acredito que depois dessa ela nao pega mais nada de ninguém.
E você tem algo parecido para dividir por aqui?
Entao conte...

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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Grécia Corfu Moraitika


A Viviane comemorou o 7° aniversário dela na ilha. Minha cunhada Nicole e sua filhinha Laura foram também de férias para a ilha e foi muito bom esses dias juntos por lá.
Algumas palavras que aprendemos em grego:


Bom dia: Calimera
Boa noite: Calispera
Boa Noite (de despedida): Calinista
Senhor: kirie
Senhora: Kiria
sim: né
nao: óchi
por favor: paracaló
obrigada: eficharistó
bom: calá
mar: Tálassa

Desta vez nada de hotel, escolhemos uma Finca, com apenas 20 apartamentos, 3 estrelas, sem televisao, sem computador, nada eletrônico.
Comida caseira e nada de muita comida como acontece nesses hotéis de férias. Foi a melhor coisa que fizemos, nao engordamos nadica e aproveitamos bem da natureza da ilha.
Cada vez mais estamos nos voltando para ilhas naturais em nossas férias. As criancas tiveram todas as noites uma luta com os mosquitos. Nós com o calor porque nao tinha ar condicionado. Vocês vao nos chamar de loucos? Sim, talvez somos, mas foi fantástico colocarmos os colchoes na varanda e dormir vendo as estrelas por causa dos 39 graus que fazia na ilha. As criancas, aprenderam a valorizar todo o conforto que temos e a respeitar mais ainda as pessoas que trabalham duro debaixo de sol quente e com um sorriso de fazer inveja a muita gente que reclama da vida e à toa.

Em Corfu visitamos um forte em ruinas e os becos da cidade dao a ela um charme sem igual. Corfu pertence a ilhas Jônicas e foi no passado muito visitada pelo venezianos. A cidade é conhecida como uma Kastropolis por causa dos seus múltiplos castelos. Mas nós ficamos em Moraitika, uma distância de 40 minutos de Corfu, a grande cidade.
Querendo ver mais fotos de cada canto de toda ilha. Cliquem AQUI.

Fizemos um passeio à barco e visitamos vários pontos da ilha, inclusive fomos de barco até em terras firmes. Se tivéssemos um carro poderíamos ir à Atenas. Mas estávamos ainda muito longe. Vejam no mapa a cidade de Moraitika, logo abaixo do nr. 25 e a nossa travessia à barco até a cidade de Selefkia. No mapa a palavra Kerkira quer dizer Corfu.

E eu só volto agora na semana que vem com um novo post. Pois, tenho muita roupa prá lavar e pretendo visitar vocês ao longo da semana.

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