E
o ciúme que havia brotado no coração de Míriam e Arão não tinha espaço diante
dessa verdade. Ali, o Senhor deixou claro: contestar Moisés era contestar a própria escolha de
Deus. A
ira do Senhor se acendeu. E quando a nuvem da Sua presença se retirou, todos viram: Míriam estava
leprosa. Seu corpo, antes saudável, agora estava coberto de manchas, branco
como a neve. Frágil, ferida, isolada.
A lepra era mais do que uma doença física era um reflexo externo daquilo que havia acontecido em seu coração. Não estava doendo somente na pele, mas também na alma. A lepra não era apenas uma enfermidade física; era uma sentença de isolamento. Um leproso precisava se afastar, viver separado, gritar “impuro!” para que ninguém se aproximasse. Era o tipo de dor que não apenas feria o corpo, mas rompia o vínculo com a comunidade, com a família, com o altar.
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