Você faz toda a diferenca!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Como nos sentimos vendo tudo desmoronar a nossa volta?



Essa foi a pergunta que uma amiga minha me fez ao telefone me contando que os filhos que estao na idade de 16 e 12 anos nao querem chegar em casa nos horários que ela exigiu porque os seus amigos chegam mais tarde e eles se sentem constrangidos de deixar o grupinho mais cedo. Por outro lado eles entraram na questao, por que eles têm que ser 100% corretos e leais se os amigos deles nao sao e se dao bem?
Minha amiga estava desesperada ao telefone e eu me senti pequena diante de tantos problemas que ela tem.
Eu disse a ela para nao desanimar. Para continuar firme, mesmo que a onda seja enorme.
Que se ela desistisse, ela estaria assinando em baixo que nao vale a pena educar os filhos com os valores que ela acredita. Disse a ela que essa fase vai passar e eles vao ver e também aprender que mesmo parecendo que nao vale a pena, vale a nossa integridade interior.
Que educar muitas das vezes é como montar um quebra cabecas, quando a peca certa se encaixa, no final temos um lindo motivo montado.
Vocês teriam uma palavra para dar a esta minha amiga?
Deixem aqui escrito que depois passo para ela por email. Obrigada!

Atenção: É expressamente proibido a cópia deste texto e imagens sem a autorização prévia do autor.

18 comentários:

Lúcia Soares disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lúcia Soares disse...

Georgia, sempre falei com meus filhos: enquanto morarem aqui, enquanto não tiverem seu dinheiro no bolso, quem manda somos nós (eu e o pai deles). Acho que tem que ser por aí.
Sua amiga pode fazer concessões, algum dia na semana podem ficar mais um pouco, mas os horários da casa são determinados pelos pais.
Hoje sei que meus filhos, mesmo com toda a nossa rigidez, nos driblavam e faziam algumas coisas escondidos, um acobertando o outro, mas graças a Deus nada grave, que os prejudicasse.
Poderia ter sido mais flexível,mesmo exercendo minha autoridade, negociando, conversando mais, entendendo que jovens pensam diferente e querem diferente de nós. O importante é saber com quem estão e onde estão, sempre. (quando algum burlou minha confiança, foi para feitos bobos, como falar que estavam em um lugar estando em outro, mas sempre juntos, e sem que fizessem nada errado, mas é que minha rigidez com horário foi mais prejudicial que benéfica. Então, tem que haver "negociação").
Beijo!

Pedrita disse...

eu tive uns problemas recentemente e me descabelei tb. mas aí eu vi as pessoas em minas gerais perdendo tudo nas enchentes, indo morar em abrigos e vi o quanto os meus problemas não eram tão sérios assim. a sua amiga precisa ver se ela não está disputando com os filhos quem vence. acho q sempre um equilíbrio pode ser bom. ela pode ceder um pouco, deixando eles virem meia hora mais tarde do q ela estabeleceu e eles cedendo um pouco vindo um pouco mais cedo do q desejariam. acho q é uma boa negociação. beijos, pedrita

Beth/Lilás disse...

Pois acho que é meio coisa de negociação, nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Fale pra ela negociar isso com os meninos, mas nunca, em hipótese alguma, ceder,pois as consequências para crianças dessa idade na rua são muito desastrosas.
beijos cariocas

Bia disse...

Ge, como filha rebelde que fui (e as vezes ainda sou), eu acho que a melhor maneira de fazer os filhos entederem o pqs dos pais é sentar e explicar. Não vale dizer o "pq eu quero assim", ou "pq é assim e pronto". Nessa idade, na maioria das vezes o que eles mais valorizam são os amigos, os pais caem para segundo, terceiro, quarto plano... então, na minha humilde opinião de filha que já bateu muito de frente com a mãe, fica a dica de que sentar, explicar o motivo e tentar ganhar a compreensão dele é a melhor forma. Nem sempre funciona, mas comigo era a que funcionava na maioria das vezes. :)

boa sorte para ela, tem fases que "aborrecentes" são complicados!

bjs

João Menéres disse...

A BIA tem razão, na minha oinião.
Conversar, explicar os perigos a que estão sujeitos com a insegurança que reina em todo o lado.
Raptos, violações.
Lembrar que amanhã serão pais de meninos ou meninas a quem vão querer o melhor para eles eque esse MELHOR não passa por aquilo que NESTE MOMENTO eles estão teimando.

Um beijo.

João Menéres disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Beth Blue disse...

Concordo com a Beth (minha xará) e com a Bia. Respectivamente: tem de negociar um meio-termo e tem de explicar porque dizer porque eu quero não funciona na maioria das vezes!

Meu filho ainda está com 11 anos e muito tranquilo mas em setembro vai pra escola secundária aqui na Holanda e sei que muitas mudanças irão ocorrer. O negócio é torcer os dedos e...não ceder! Educar é preciso.

Mikelli disse...

eu sou muito inexperiente pra palpitar sobre o assunto mas acho que nessas horas vale lembrar que qdo eramos mais jovens tb tivemos os mesmos problemas com nossos pais e algum dia nossos filhos terao com os filhos deles. Nao vejo como o desmoronamento de um mundo, mas sim como uma fase normal do crescimento. e sinceramente, tanto faz o que a mae disser no final...os filhos sempre acharao que ela foi um pouco culpada, ate crescerem e se darem conta que fariam talvez a mesma coisa no futuro ;) bjs!

rose disse...

Ola, Georgia

tambem concordo com os amigos acima, acho que tem que sentar e explicar: os medos dos pais, os perigos de certos lugares/pessoas/brincadeiras, e o quanto os filhos sao importantes pros pais, e tambem negociar uns dias certos pra ficar ate mais tarde na rua, tipo sexta e sabado. Apesar de que 12 anos querer ficar na rua ate o mesmo horario que o de 16 e' ruim, hein...

Mas entao, Georgia,eu acho que nao e' o Japao que e' tao frio, creio que as casas e apes antigos que sao aquelas construcoes mal feitas, sem acabamento apropriado entre as paredes pra proteger do frio e calor. A gente ve muitos desses casos na tv :(
bjOs

Beta disse...

É querida... não é fácil não...
Mas ela precisa conversar bastante com eles para conseguir entrar em um acordo...
Ai é bem escuro pela manhã!

bj
Beta

sonia a. mascaro disse...

Georgia,
Hoje meus filhos já são adultos e já tenho um neto. Mas o comportamento dos adolescentes até onde sei, ainda tem ponto de contato com os de hoje. Penso que uma conversa franca entre pais e filhos e uma negociação entre eles é um bom caminho.
É difícil dizer não, pois o não demanda conversa, explicação dos motivos, coerência e reflexão.
Muitas vezes dizer sim, é mais fácil e mais cômodo... e pode ser desastroso muitas vezes...

Posso ver pela foto que as manhãs de inverno são bem escuras por ai.
Beijos.

Ivana disse...

Gê, lendo teu texto, vejo como fui uma adolescente boazinha. Ou era minha mãe que não tava muito aí pro que a gente fazia... Talvez os dois. Ela teve sorte! rsrsrs De qualquer maneira, também acho que o diálogo é a melhor saída. E haja paciência!
Beijos, saudades!
Ivana

Beth Saukas disse...

Geórgia,

Concordando com a maioria, acho que prá começar, o melhor é sentar e conversar com os filhos. Acho que sempre rola essas coisas de ser como os amigos nessa fase, mas eles também podem aprender, que podem ser eles mesmos e ainda serem cool :P
Abraço

Nina disse...

Puxa, eu sei o qt é difícil! Tenho dois filhos quase nessa idade, ela tem 17 e ele quase 15. Ela nao me dá trabalho algum, é mt cabeca boa, mas o menino tá meio difícil. Ele só faz o que quer,nao me escuta, ando emburrado, acorda tarde pra ir a escola, essas coisas básicas de adolescente que quer mostrar que ja tem capacidade de decisao, mas que nem sempre acerta. Bom, eu tento de tudo Geórgia. Converso demais (mas acho que isso ja nao ta fazendo mais efeito), ponho de castigo, brigo, berro, choro, fico seria, deixo de falar, nossa, tento de tudo!
Nunca pensei que ter adolescentes seria tao dificil...
Sobre chegar em casa, tem que chegar na hora que prometeu pra mim, senao , fica de castigo (tiro geralmente coisas que ele gosta mt e sou consequente com a atitude prometida, isso é o mais importante). O que posso dizer é que sua amiga nao deve, como vc mesma disse, deixar de educar com os preceitos que ela acredita serem corretos, eles podem estar numa fase dificil e estao mesmo, mas voltam ao normal um dia, só tem que ter mt paciência e nao perder a cabeca com qualquer deslize. Os jovens sao mt espertos, eles costumam usar nossas atitudes e palavras contra nós mesmos, invertendo as situacoes e nos colocando como os que estao errados,tem que ter cuidado com isso.

Recomendo um link MARAVILHOSO que tem me ajudado mt ultimamente:
http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=1501

Pode ler, é grande, mas é um texto mt bom!

Um beijo e boa sorte

Marcia Caetano disse...

Georgia,

Eu concordo com a maioria: os pais não podem abrir mão de colocar as regras, os filhos esperam isso deles, por mais que reclamem. Eu não tenho filhos adolescentes ainda (a minha mais velha tem 11), mas aqui em casa não se faz como "todo mundo". Minha filha não assiste novela, TEM QUE deitar às 21h (mesmo que seja para rolar na cama) e tem que usar roupas e sapatos adequados a sua idade. Não sei como vai ser quando ela quiser ficar na "night" até altas horas, mas como EU era uma que tomava café da manhã na rua, tendo a ser mais complascente. E também eu sei por experiência própria os perigos que passei. Uma primeira sugestão que eu dou é esperar os filhos chegarem acordado/a (nem que a pessoa durma e acorde de madrugada para esperar). Recebê-los com acolhimento, perguntar se tem fome, perguntar se a noite foi agradável etc. Eu não morava com a minha mãe (saí de casa aos 17 anos), mas eu tinha duas amigas cujas mães faziam isso - davam "ceia" pra gente quando a gente chegava e sentavam para conversar. Eu ADORAVA! E o segundo conselho é: muna-se de informações. Como eu disse, minha filha ainda é pré-adolescente. Mas eu tenho uma pastinha de reportagens de jornais e revistas guardadas para mostrar a ela quando chegar a idade. As matérias são sobre tristes notícias de jovens que morreram ou se acidentaram porque foram inconsequentes (dirigiram bêbados/pegaram carona com, mentiram, dizendo que iam para um lugar e foram para outro, saíram com um desconhecido que conheceram na internet etc). Enfim, um papo é tudo (e uma reza também)!

Allan Robert P. J. disse...

Filhos testam os limites sempre. Cabe aos pais serem firmes e entenderem que regras são regras. As exceções devem ser tratadas como exceções.

Bergilde disse...

Na adolescência tudo é fantástico e não se percebe com clareza os reais perigos em torno a si,porém com pais presentes amigavelmente acredito se possa aceitar de maneira menos dolorosa determinados Nãos.
Dentro do teu argumento ontem mesmo o Francesco(6 anos),sim sempre ele(kkk) chegou em casa perguntando como se pode 'fazer fogo',isto é,ele junto aos companheiros da escola mesmo com o frio que está aqui(sempre abaixo de 0°C) saem pro jardim da escola no intervalo e lá aparentemente sob a supervisão das professoras criam os jogos e brincadeiras.Ali foi que tentaram juntar folhas secas(as remanescentes),arbustos e nozes de castanhas pra criarem uma fogueira,mas para acender o fogo pediam aos que passavam do outro lado da rua(a escola tem apenas grades,nada de muros)por um isqueiro ou fósforos.Ainda bem que parece que ninguém deu ouvidos...Essa vou expor na próxima reunião.No momento,com ele conversei sobre a experiência,que pode ser feita sim,mas em outras circunstancias e acredito que ele entendeu muito bem depois de ver algumas fotos de meninos queimados por brincar imprudentemente com o fogo.
Abraço grande e é sempre bom poder participar desses ajustes na sua saia!