Você faz toda a diferenca!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Mae alema e mae brasileira, algumas diferencas



Uns meses atrás fui convidada para um café da manha com minhas amigas brasileiras e ai discutimos como a mulher alema educa os filhos e a mulher brasileira.

-Comparamos que a mulher alema sai para trabalhar, mas que ela nao trabalha o dia todo porque ela quer fazer parte de alguma atividade do filho. Entao elas comecam cedo, tipo 7 da manha e saem às 14 horas geralmente ou o mais tardar às 16hs se elas comecam mais tarde. Algumas trabalham somente 3 ou 4 dias na semana para terem tempo para o filho. E elas nao têm empregada e nem diaristas. Elas fazem tudo. Os maridos ajudam, mas nem tanto.

- A avó nao cuida dos filhos da filha. A avó ou o avô, podem até de vez em quando pegar o neto na escola, mas se isso passar a ser todos os dias, ela já vai logo reclamar com a filha para que dê um jeito de resolver isso. Porque a avó tem outras atividades, como suas ginásticas, caminhadas, visitas a médico, cuidar do jardim e ela nao quer se privar disso nem em nome da filha.

Ai, vc vai me dizer: nossa Georgia, mas que frieza, que falta de coracao. No Brasil dizemos assim: "
Quem pariu Mateus que embale". A alema diz isso de forma diferente, mais direta, o que nao significa que ela seja fria.
- A mae alema, verifica se o filho fez os deveres de casa; é ela mesma quem leva os filhos para a cama, e lê para ele.
- É a mae quem leva o filho para algum clubinho esportivo ou outra atividade do filho.

Ai nós falamos:

- A mae brasileira se preocupa se o filho comeu direitinho;
- Se a babá o levou para a escola;
-Se a babá trocou-lhe as roupas;
- Se a babá lhe deu comida durante o dia;
- se a babá o levou para brincar na pracinha;
- se a babá o levou para o clubinho esportivo
- se a babá, se a babá, se a babá...

A geracao de hoje é mais moderna, deixa os filhos na creche das 8 da manha até às 18 horas e diz: Eu nao tenho babá. Mas também nao tem tempo para o filho.

Outra coisa que muito me preocupa e que ouco bastante é que muitas das vezes a babá que fica com seu filho nao tem instrucao alguma, e nossos filhos estao ficando com elas o dia todo.
E com você, como é que é?

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17 comentários:

✿ chica disse...

Eu após criar sozinha os 4, agora praticamente crio o Neno...Assim, minhas atividades ficaram pra quando ele está no colégio e assim vou.Mas é legal! beijos,chica

Milena Fischborn disse...

Venho do sul do Brasil e lá não é tão difundida essa história de babá... babá é para filho de rico mesmo, como filho de políticos importantes, pessoas de familia bem endinheirada... jah os outros se contentam com a creche, quando não podem contar com os avós.
Jah aqui na França, mesmo que se diga (os brasileiros) que francês não tem babá, todo mundo que eu conheço que ganha um salario normal tem babá (para o bebê ou mais tarde para buscar na escola), e nunca falta emprego de babá por aqui, tanta é a demanda.
Jah poder contar com os avós depende... Eu não poderia contar com a minha sogra, mas émuito comum as crianças passarem os 2 meses de férias com os avós, sem contar as férias durante o ano. E não é raro os pais que preferem tirar ferias enquanto a criança estah estudando, assim podem aproveitar apenas o casal, ou então "descansar dos filhos"!!! hahahaha

Lulu disse...

É complicado hein Georgia? Ainda não tenho filhos por isso não tenho como opinar.
Big Beijos

Pedrita disse...

amiga, acho q vaira de família pra família. minha mãe disse q nunca ia criar os filhos dos filhos, q não ia ficar nem qd os filhos quisessem sair ou mesmo trabalhar. em geral concordo os avós ajudam a criar os filhos, eu acho até melhor. e há a escola q auxilia. hj no brasil algumas mães andam se incomodando de deixar o filho o tempo todo na creche, só com babás e estão mudando horários de trabalho e incluindo um pouco de home office o q acho muito bom. tenho estranhado mães abastadas q mesmo aos fins de semana estão sempre com a babá a tiracolo e evitando muito o contato só com os filhos e conhecê-los realmente. esse distanciamento me preocupa. beijos, pedrita

Lúcia Soares disse...

Georgia, vivo dois lados: de um, a filha que mora longe e cuida, sozinha, dos 3 filhos; de outro lado, a filha, separada, que mora comigo e eu ajudo a cuidar da filhinha dela. Já tivemos uma babá, com minha total supervisão, mas resolvemos dispensar e eu emsma cuidar.
Dos meus 3, cuidei sozinha,mas sempre tive uma ajudante em casa. Mesmo que das crianças eu cuidasse, com a casa ela me ajudava.
Acho incompatível criar filho e trabalhar fora de casa. Só mesmo se for em horário conjunto com o da escola das crianças.
Criar filho com a mãe é fundamental. Criar filho com babá pode ser necessário, nesse mundo moderno, onde a mulher não abre mão de sua vida particular. Mas a babá sendo apenas uma ajudante e os pais fiquem atentos a ela.
Não acho que avó deva ter a "obrigação" de olhar os netos, como muitos filhos pensam, mas também acaba sendo um prazer fazer isso. Minha neta, que mora comigo, é minha força, atualmente.
Beijo!

Tucha disse...

Mesmo que componentes culturais e sociais influenciem na maternidade, é dificil falar de um único perfil de mãe ai e aqui. Depende mto da classe social, da disposição de encarar o papel de mãe e outras tantas coisas. Mas de todo modo o afeto define mesmo o relacionamento entre mãe e filhos, mas que o tempo de estarem juntos.

Allan Robert P. J. disse...

Cuidamos das nossas meninas nós mesmos. Cresceram com toda a atenção, que por aqui também não existe babá. A diferença é que na Itália os avós tornam-se as babás dos netos e sentem prazer nisso. Como somos só nós quatro - os avós moram no Brasil - sempre nos arranjamos para levar as meninas onde quer que necessitem: praticar esportes, festas, etc. Hoje são mais independentes (16 e 19 anos), mas, mesmo assim, somos nó que levamos e vamos buscar nas festas e lugares distantes.

:)

Eliane Pechim disse...

Bom, tem de se levar em conta aspectos culturais e sociais envolvidos nessa questão. Nos EUA é muito parecido com isso que você descreveu, mas a sociedade americana, o mercado de trabalho, permite e favorece que mulheres trabalhem meio expediente ou tenham mais tempo com os filhos. No Brasil é muito diferente. A CLT obriga os trabalhadores (e empregadores) a um regime rígido de trabalho, das 8h às 6h e aí é ou largar o emprego para cuidar dos filhos o dia todo ou trabalhar e pagar uma babá para tomar conta deles. Por isso que não critico porque cada um sabe onde o sapato aperta. Não acho que trabalhar e cuidar de filhos é uma coisa incompatível. Deus me livre de um mundo machista desse em que mulheres são apenas parideiras sem poder ter outras aspirações na vida que não a de ser mães. Só acho que as coisas não são tão fáceis nem brancas e pretas assim. Nos EUA as crianças entram mais tarde na escola e ficam o dia inteiro, o que facilita a vida dos pais, que geralmente não podem bancar uma babá. A jornada de trabalho do americano também é mais leve que a do brasileiro (li um artigo sobre isso outro dia), o que permite aos pais chegarem mais cedo em casa para curtir os filhos. Se o ideal é que no Brasil as coisas evoluam para esse modelo serão necessárias várias mudanças, principalmente quanto a flexibilização dos contratos de trabalho. No trabalho do meu marido vários pais (homens) trabalham só meio expediente alguns dias da semana para poderem ir buscar os filhos na escola eles mesmos. Fico chateada apenas quando o foco é apenas na mulher. Ninguém faz filho sozinho e o que falta é dividir as responsabilidades porque parece que que só leio e escuto as pessoas julgarem as mães que trabalham foram, esquecendo de considerar o contexto da vida dessas mulheres. Hoje temos uma geração de mulheres que trabalham fora com culpa, como se estivessem fazendo algo de errado, como se fossem mães ruins e negligentes, enquanto que os pais que trabalham overtime não são julgados tão duramente assim. Enfim, escrevi demais para dizer apenas que nada é tão black and white assim e essa questão da mãe que trabalha fora envolve muito mais do que diferenças culturais, mas também sistemas trabalhistas e uma sociedade machista que parece sempre tentada a julgar as escolhas que as mulheres fazem. Um beijo

Georgia disse...

Bom dia meninas, legal discutir esse assunto por aqui e ler as opinioes de vcs.

Chica, sei que vc cuida do Nemo e sei tb que ele cresce feliz com essa avó atenciosa que vc é.

Milena, bom te ver por aqui. Sempre dizemos que o sul do Brasil é alemao, rs. Quando estivemos na Franca reparamos isso tb.

Lulu, teu dia ainda vai chegar, rs.

Lucia, bom te ver amiga, tenho certeza que vc foi uma mae atenciosa, assim como eu sou com meus filhos. É claro que pela facilidade que temos no Brasil de ter alguém nos ajudando ajuda muito, e melhor ainda saber que estamos ajudando uma outra pessoa a manter as suas familias.
Sao muitos problemas que envolvem essa questao mae X escola X educacao etc. A vida nao é fácil prá ninguém. Imagino o quanto vc curte a neta que está por perto e o quanto vc sente falta dos outros netos que estao longe, né?

Tucha, você é mae e colocou bem o problema da classe social. Esse é um dos maiores viloes.

Allan, sei bem o que vc quer dizer de educar os filhos contando só contigo e com a esposa. Nós tb por aqui somos quem levamos nossos filhos e o pegamos das festinhas. Mesmo que eles estejam crescendo acredito que vamos continuar fazendo: levantando de madrugada para buscá-los das festas. Ainda nao cheguei lá por eles serem pequenos ainda, mas já posso me imaginar fazendo assim.

Georgia disse...

Eliane e Pedrita, muito boa a colocacao e vocês duas, e digo que vcs já adiantaram o debate para o próximo post.

Sim, a cobranca é sempre para o lado da mulher. Parece que nessas horas somente cabe somente a mulher toda a responsabilidade.
Temos uma sociedade machista, leis voltadas apenas para o sistema, mas sem se preocuparem com as familias.
Seria tao bom que o Brasil nao tivesse essa carga horária tremenda e que houvesse outras possibilidades. Somos na verdade escravos remunerados.

O que queria discutir com esse meu post sao as maes que nada fazem, como a Pedrita escreveu, e mesmo assim nao cuidam dos filhos. A Pedrita colocou bem a questao em si. Sao pessoas que têm filhos mas eles sao pesos.

O Brasil precisa mudar essa carga horária trabalhista e espero que a atual Presidente, até por ser mulher possa olhar esta questao com olhos especiais. Até porque essa mudanca vai fazer toda a diferenca na educacao dos filhos.
Aqui tb temos homens que ficam de licenca a maternidade durante 3 anos para cuidarem dos filhos se a mulher ganha mais que ele. Entao eles decidem quem vai ficar com o bebê até a hora de ir para o Jardim. Imagina uma brasileira pergunta isso para o marido? Seria um auê e todo mundo seria contra ela e diriam ao marido que ela o comprou. Exatamente por ser uma sociedade machista que nao está preparado prá mudancas nesse gênero.
Concordo contigo Eliane: Ninguém faz um filho sozinho. Mas na hora de uma separacao o filho fica é com a mae mesmo até porque queremos assim.

Um bjao

Depois dos 25, mas antes dos 40 disse...

Ge, muito bacana essa discussão aqui no blog, vou indicar lá no twitter agora.

Tenho amigas que têm 3 filhos e dizem que criar filho é fácil. Eu falo mesmo: largar criança na creche 7 da manhã e pegar 7 da noite é fácil demais! Até eu faço isso, afinal a criança vai ver mais a tia da escola do que eu!

Quando falo que no momento não tenho como ter filho é por causa disso, eu não tenho tempo para ser mãe! Para poder ter meu filho junto a mim. Com babá só de auxílio, porque acho que não tem nada a ensinar a uma criança.

Não julgo quem precisa deixar os filhos em creches e coisas do tipo, mas julgo quem diz de boca cheia que criar filho é fácil é só colocar na creche como muitas amigas minhas fazem. Mas... Sou apenas uma palpiteira.

Beijos e parabéns

Pedrita disse...

georgia, eu me incomodo qd usam o termo ajudar. como se a obrigação fosse da mulher e o marido ajuda se puder ou pior se quiser. qd a mulher fica em uma função e o homem em outra, até dá pra entender, mas qd os dois trabalham e dividem as despesas, estranho a mulher ficar com as funções da casa e filhos sozinha e tem uma ajudinha de vez em qd. ou divide-se funções ou tarefas. amiga, eu não ahcei nem um trechinho da peça adultérios, se achar te passo o link.

Vivian disse...

Oi Georgia, muito interessante seus questionamentos. É por isso e por muito mais que parei de trabalhar, hoje vivo para meus filhos.
Sobre a pergunta que me fez, é a respeito da torta holandesa ou da torta de maçãs? não entendi muito bem pois as duas postagens são de tortae hihihihi, te espero
bjsssssssss

shan-Tinha disse...

antes da minha bb deutsche nascer falei pra minha sogra que ela cuidaria dela e minha sogra, a "oma" falou: ah, todo dia não! bem direta, só que a mãe dela cuidou dos netos a vida inteira ( meu marido e a irmã) porque minha sogra trabalhava, realmente ela não cuidou da minha filha, quem cuidou foi meu marido e minha filha mais velha pra eu trabalhar e minha sogra vive até hoje com a filha e além de cuidar dos netos fazia e faz muito em casa...pois é, é melhor não dizer que se quer ou não cuidar dos netos...quanto a historinha falei no sentido de que ela escreva uma frase sobre o livro não precisa ter a preocupação de contar pra mim a história inteira ( escrevi como professora...às vezes penso que ainda sou! ela pode escrever em deutsche que o pai google traduz pra mim ou peço pro meu marido fazer ok?! já mostrei o blog da vivi pra ele, ele fala e lê bem em alemão! bjão pras duas!

Beta disse...

é querida... Por isso que protelei tanto em ter um bebê. Ter um filho para outros criarem é fácil, né?

bj

Beta

Vanessa disse...

Georgia, estou montando a entrevista para publicar no blog e vou colocar o link deste post para enriquecer ok?

Minha resposta

O Ernesto está na escolinha agora das 10 às 18 pq eu estou voltando a trabalhar em casa Não tenho empregada nem babá ou avós perto e ele não tem com quem brincar a não ser os pais em casa e realmente sente falta de brincar com as crianças, é um menino normal, é muito ativo. Então optei por aumentar o horário dele na escola . Ele chega às 10 faz natação e recreação, almoça, cochila e vai para a turma do maternal. Ás 17 a aula acaba e ele janta, logo após eu busco. A escolinha é ao lado de casa , na mesma rua e ele está se desenvolvendo muito bem lá.Recebi o relatório dele esta semana e estou nas nuvens pois ele é descrito como um menino feliz que está sempre sorrindo e satisfeito. Eu tenho essa impressão dele em casa mas qdo a visão vem de fora dá satisfação. Ele é feliz mesmo até agora! Esse esquema deverá ir até o ano que vem. Qdo vier a alfabetização eu deverei mudá-lo de escola e ele passará apenas o tempo da escolaridade fora de casa.


beijos

Mírian Kleinert disse...

Mais que certa o modelo alemão! Quem não quer educar seus filhos, que não tenha!