Você faz toda a diferenca!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Devemos fazer tudo pelos nossos filhos?


Sim, inclusive a NAO fazer a parte que ele precisa fazer.

O Daniel vai para a escola todos os dias de bicicleta. Quando o ano escolar comecou e que ele tinha que pegar a bicicleta na nossa garagem, aconteceu o seguinte no primeiro dia:

- Maaaaaaaêeee, pode trazer minha bolsa da escola prá fora, enquanto eu pego bicicleta na garagem? - Nao, nao posso nao. - Maaaaêeee, pode fechar o portao da garagem? - Nao, nao posso nao.
Segundo dia:

- Maaaaaaaêeee, pode trazer minha bolsa da escola prá fora, enquanto eu pego bicicleta na garagem? - Nao, nao posso nao. - Maaaaêeee, pode fechar o portao da garagem? - Nao, nao posso nao.
Terceiro dia:

- Tchau mamae, nao se preocupe, já fechei o portao da garagem. - Tchau meu filho. Te amo. Deus te abencoe! - Te amo também mamae.

Você vai me dizer: Pôxa Georgia, custava fazer o que teu filho te pediu?
Claro que nao custava fazer. O que vai custar vai ser a vida dele.
Podemos treinar os nossos filhos para saber o que precisa ser feito por eles mesmos.
Podemos treinar nossos filhos a planejar o segundo passo;
Podemos treinar os nossos filhos a pensar mais à frente; a se organizar; a saber que eles podem fazê-lo.

E principalmente a desgruá-los da barra da nossa saia e deixá-los caminhar com suas próprias pernas. É maravilhoso quando observamos os nossos filhos crescendo com amadurecimento. Há uma grande diferenca entre crescer e crescer com amadurecimento.

Você vai ser uma ótima mae, principalmente por nao fazer tudo para o seu filho.
O mundo ai fora, nao vai fazer nada por eles. Reveja seus valores...

Atenção: É expressamente proibido a cópia deste texto e imagens sem a autorização prévia do autor.

37 comentários:

rouxinol de Bernardim disse...

é tão difícil responder a este dilema!

Mas há que adoptar uma postura equilibrada e justa. No meio termo está a virtude!

Parabéns por esta capacidade de ajuizar com tanta perspicácia e sensatez!

Pedrita disse...

realmente, eu sempre penso q se eu deixar, eu faço tudo por ele e não dou a chance dele fazer nada por conta própria. conheci uma pessoa q por não ter paciência de esperar o tempo de quem está no aprendizado, dizia: "deixa q eu faço", ou pior: "tá tudo errado, sai daí q eu faço". essa impaciência só atrapalha, pq é óbvio q quem faz uma tarefa pela primeira vez tem mais dificuldade, mas é só a repetição do ato q faz ela realmente aprender. hj mimam muito as crianças, quem tem dinheiro então tem gente q carrega a mala pra criança, decide tudo por ela, aí as crianças crescem despreparadas. beijos, pedrita

Bergilde Croce disse...

Georgia,por coinscidência domingo passado postei algo parecido com este seu argumento...Muitas vezes me sinto nesse dilema do 'Não',mas acredito como você que faz parte da boa educação de vez em quando negar aos caprichos e desejos de nossos filhos.Um dia eles entenderão e nos darão razão.
Abraço grande e na torcida pelo Brasil!

Mimirabolante disse...

Com certeza.......aí,reside o "nosso "equilíbrio........damos amor,carinho,boa educação,temos que dar autonomia tbm.....bjcas

Chica disse...

Estás certa.É mesmo assim...Eles precisam aprender a pensar ,ser responsáveis e assim, crescer!beijos,chica

Albuq disse...

Oi Georgia, não sou mãe, mas, acredito fielmente na importância do "não" e dos limites.
Muito do que sinto hoje é fruto da educação dos meus pais. Minha mãe é aquele tipo super-protetora e isso é ruim, porque hoje me sinto uma pessoa insegura, que teme arriscar tando quanto deveria.

bjs, e estou bem sim!
Ótimo texto! adorei!

Ps.: acho que o 'não' dói bem mais na mãe do que no filho.

Marina G. disse...

Não tenho filhos, nem tive irmãos, mas imagino o quão difícil deve ser dizer não a algo que eles pedem. Mas com certeza é uma pequena e doída atitude que fará uma grande mudança no modo de viver dos pequenos, quando forem grandes. rs

Beijos Georgia!

Heloísa disse...

Georgia,
Parabéns.
Com certeza ele estará crescendo com responsabilidade e amadurecimento.
bjs

Carolina Pombo disse...

Oi! Eu concordo que não devemos fazer tudo pelos filhos, até porque não somos super-poderosos e nãi conseguiremos atingir sempre suas expectativas! Acho que um "não" verdadeiro, ou seja, que está de acordo com os limites da realidade é sempre bem vindo. Só não acho legal usar "não" apenas para preparar o filho para a dura realidade do mundo. Porque ele também precisa aprender que, apesar das durezas da vida, a família estará sempre aqui para ajudar. Solidariedade também é um valor importantíssimo a ensinar!

Então, fico com o equilíbrio mesmo!

Beijão

Beth/Lilás disse...

Georgia,
Dizer Não aqui em nosso país tem sido algo difícil, principalmente na classe média que tem a vantagem de ter empregados, por isso muitas vezes nossos filhos ficam meio folgados, reconheço isso e também sempre fui atenta a isto, mas só temos que ter o cuidado para não dizermos sempre este Não, pois eles poderão usar do mesmo argumento contra a gente. Filhos parecem ser iguais aqui ou aí, fazem sempre esses pedidos e dependendo do jeitinho a gente cai que nem patinho. hehe
beijão carioca

Gisley Scott disse...

Assino embaixo Geórgia!

E se não tivesse ninguém pra fechar o portão e pegar a mochila, como é que ele ia fazer? Está certíssima!

Uma coisa que eu ouvi muito dentro de casa foi: "vc não vai ter pai e mãe pro resto da vida, precisa andar com as próprias pernas".

Acho que a mãe/pai que não ensina seus filhos a ter algum tipo de liderança com as suas próprias coisas estão os prejudicando e cultivando o hábito da preguiça e do comodismo.

Bjos

Bia Mendonça disse...

Penso do mesmo jeito Ge!
Não acho que mãe tem que fazer tudo pelo filho... eu mesma acho que a minha mãe errou muito por sempre fazer tudo pra mim, demorei e ainda estou demorando para me desagarrar!

bjos

Jota Sena disse...

Olá Georgia boa tarde!

O não! Faz parte de todos nós...E nada melhor do que ouvirmos os primeiros de nossos pais. Pois como você diz assim saberemos valorizar a vida.

Abraço e até +

Mel disse...

Concordo com voce!!!

Tem que aprender desde pequeno a fazer as coisas sozinho.

Tucha disse...

Limites e inicentivo as iniciativas dos filhos fazer parte da educação. Cria-los para independencia e responsabilidade.
Vc está certa.

Maria Augusta disse...

Georgia, você está certíssima, assim ele vai crescer e se tornar cada vez mais autônomo e responsável. Como você disse, lá fora o mundo não vai fazer nada por ninguém, cada um tem que abrir o próprio caminho.
Um beijo grande.

Cris Caetano disse...

Eu já disse que sou sua fã com relação à educação você dá às suas crianças e mais uma vez confirmo a tietagem com direito à carteirinha.

A vida adulta não é pera doce (como dizem lá na terrinha) e você está ensinando o Daniel a ter maturidade para enfrentá-la. Parabéns, Ge.

Beijão

Vanessa disse...

Georgia, aos dois aninhos de idade, o Ernestojá ajuda a tirar o lixo, ele vai comigo até a lixeira depositar o lixo reciclável, eu jogo fora o orgânico. Ele fica feliz em ajudar a arrumar a casa com a mamãe e está na fase de bancar o independente " Eu coloco sozinho, eu faço sozinho, mamãe. Aproveito para estimulá-lo a fazer sozinho mas sei que chegará o dia em que ele vai pedir para fechar o portão. Acho importantíssimo criarmos filhos para o mundo e não para nós, e o mundo não nos fecha o portão. Olhar para trás e ver que criamos filhos independentes e sem preguiça deve ser maravilhoso. beijos

Ivana disse...

Georgia, concordo contigo. Mas acho importante que o não a ser dito, seja dito assim, como fizestes: de maneira amorosa. O NÃO dito com grito, com olhar fulminante ou mesmo de descaso, esse deseduca e deixa marcas. Agora o NÃO dito com tranqüilidade faz a gente entender que é para o nosso bem e imagino que as crianças entendam esta diferença muito cedo.
Beijos!

Aninha Pontes disse...

É verdade.
O mundo é carrasco, e para quem não está preparado para enfrenta-lo, tudo torna-se mais difícil e mais doloroso.
E nenhuma mãe quer ver seu filho sofrendo, por não ter condições de enfrentar o mundo.
Parabéns.
Beijos

Ana Filipa Oliveira disse...

O que você escreve é verdade, mas custa para caramba mudar os nossos hábitos, parar as nossas velhas acções e apaziguar o nosso coração. E às vezes eles querem crescer e nós não damos espaço para ir, porque não os deixamos "voar", com medo que eles caiam. O Gui tem ido com o bom tempo e eu de férias das aulas, de bicicleta para o jardim de infância. Ele só teve bicicleta quando veio para a Alemanha, por isso ainda é inexperiente. E ele diz-me com aquele jeitinho que nos vai ao coração "Mãe, ajuda-me!". Isto é quando ele não consegue pedalar, por o chão estar desnivelado ou a subir. Ao início eu empurrava, mas agora usei outra táctica: "Ajudar não é fazer por ti, mas explicar-te como podes fazer." e ensinei-lhe algumas soluções. Claro que ele vai tentando e, aiaaiaiaiai, eu às vezes cedo, mas estou me treinando para ser mais consistente e não ceder. Eu sei que as regras aplicadas com coerência e consistência têm efeitos muito mais benéficos no crescimento das crianças do que o "carinho" excessivo. É sempre bom os seus post para reflectir. Obrigada pela partilha!

Depois dos 25, mas antes do 40! disse...

Adorei. É assim mesmo qeu penso também. Nada pior do que crinaças dependentes que se tornam adultos que acham qeu o outro precisa fazer tudo por eles. É nas pequenas coisas que notamos um grande ser humano. Parabéns pela educação super bacana que dá aos seus filhos.

Beijos

Lunna Guedes disse...

Eu não tenho filhos, mas confesso que se tivesse seria chata porque concordo com vc, não acho que deve ser feito tudo, sempre é preciso deixar que eles façam alguma coisa ou amanhã nunca saberão o caminho. Mas muita gente discorda disso...
Por isso que há tanta gente sentado, esperando por algo.
Bacio

Lúcia Soares disse...

Georgia, concordo demais com você. Criei meus filhos assim, na "linha dura" mesmo, mas colhendo admiração dos familiares e amigos. Hoje meus filhos são elogiadíssimos, não são perfeitos, mas são pessoas do bem, que fazem a diferença para si mesmos e para o mundo.
Admiro você demais!
Beijos em seus filhos maravilhosos e em você!
(No marido também, claro, tem tantos méritos quanto você).

Anunciação disse...

Penso como a Ivana;o x da questão é a maneira com o sim ou o não,são ditos.Parabéns.

pensandoemfamilia disse...

Sim e não, é uma questão para os pais que se for bem empregada já é meio caminho andado para os filhos entenderem sobre os limites pessoais e do outro.
É muito importante as crianças entenderem que o mundo ão gira em volta delas.
bjs

nilda disse...

O não , minha querida, é tão importante quanto o sim.
Mas é bemmmmm mais difícil né mês?
Voce sempre se mostra uma mãe equilibrada e tão amiga dos filhos que seu não será aceito por eles com muita naturalidade.
Beijoca Nilda.
http://meucantin5.blogspot.com/

Monica Loureiro disse...

Adorei este post !
Estou começando a fazer isso há pouco tempo e adorando !

Sonia disse...

Já se disse tudo, não é Georgia?

A.M.A. disse...

Sigo pela mesma linha de pensamento. Adorei seu post.
Grande abraço!!

Celia Rodrigues disse...

Acho o máximo ler suas experiências com seus filhos!
Bjos!

Fatima Cristina disse...

É isso mesmo Georgia. Como sempre certíssima!

Beijos!

Clediane Flores disse...

Muito bom!

Gaspar de Jesus disse...

GEORGIA
Você sabe como eu gosto da forma como educa os seus filhos!
Eu por acaso sou um poco mais manteiga...rsrsrsrs
Beijinhos
G.J.

Vanessa disse...

Georgia, obrigada pela divulgação da série .

bjs

libido feminina disse...

adorei este post, e até mandei pra minha mãe ler, quem sabe ela entende porque meus irmãos não sabem lidar com o 2mundo real"...

Tatiana disse...

É isso aí Georgia.
Como dizia Confucio, filósofo chinês, "Eduque seus filhos com um pouco de fome e um pouco de frio."
Ja vi que você só volta final de agosto, acabei de descobrir o seu blog através do Blog "Entrevistando Expatriados".
Também sou mae, de 2 meninos, e moro fora do Brasil há 17 anos,atualmente estamos morando em Cancun.
Estarei te seguindo..(no mundo virtual..rsrs)
Bjs.